Um Cruzeiro no Mediterrâneo - reflexões finais

 A vida num cruzeiro tem coisas muito boas e outras muito enervantes. É bom termos noção das mesmas antes de nos aventurarmos atrás de imagens sedutoras de promessas dos melhores momentos em família.

Este foi o segundo cruzeiro que fizemos, e a experiência em relação ao primeiro foi muito diferente. No primeiro fomos só nós os dois. Neste levámos os miúdos. O primeiro foi em junho, este em julho. O primeiro foi um barco de dimensão média, este de dimensão gigante. Tudo fez com que a experiência fosse muito diferente - não para melhor.

Aqui vão algumas notas positivas de uma viagem de cruzeiro (no Mediterrâneo):

1. É óbvio, mas importa realçar: estar sempre no mar. O pôr do sol no mar. Ler com o mar aos pés. O mar, infinito e calmo, sempre, ali, disponível.

2. Haver sempre comida e diversão para todos os gostos (ponto a favor de férias em família).

3. Conhecer muitos destinos, em modo "speed date" (ponto a favor de férias em família).

Pontos negativos:

1. Barco grande implica milhares de pessoas. Implica nunca ter lugar na piscina. Implica nunca encontrar espreguiçadeiras vagas. Implica ataque de nervos permanente.

2. Barco grande implica milhares de possibilidades de coisas para fazer. Implica famílias indecisas com cada elemento a querer fazer a sua coisa, e andar-se kms dentro do navio para satisfazer todos.

3. Barco grande implica milhares de pessoas (mais uma vez) a comer. Filas nos restaurantes, portanto.

4. As paragens são feitas normalmente de manhã, muito cedo, e implicam zarpar do porto a meio da tarde. Implica acordar cedo. Família mal-humorada e cansada. Se o porto não ficar perto do centro ou do ponto de interessa, implica ir em excursões - o que implica não se poder ir ao ritmo de cada um, e andar numa multidão de gente.

É isto.

Se fazia novamente um cruzeiro? Só em barco de dimensão pequena ou média, ou então pagando mais umas centenas de euros para acesso a zonas exclusivas no barco. Modo multidão outra vez: não, obrigada. 






Rita, Barcelona, 21 de Julho de 2018




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